terça-feira, 1 de junho de 2010

Ela

''Ela estava la, mais uma vez perfeita... minto, ela nao era perfeita. Nunca foi perfeita, pois que graça tem a perfeiçao se era pelos defeitos dela que a cada dia eu estava mais e mais apaixonado.
Estava com um copo de coca bem gelada que so de olhar me refrescou. Estava com aquele ar timido figindo nao ser timido.. encantando o lugar, na solidao quando fingia nao estar sozinha. Cantarolava alguma coisa e ao menor abrir de labios seus dentes reluziam um rosa que me enchia de vontade. Mais e a coragem de ir lá e estragar o meu disfarce perfeito ?Pois bem. Estava eu desfarçado de adulto consciente, com oculos escuros pra esconder o meu olhar fixado nela. Era uma idiotisse tudo aquilo, mais uma prova de que de adulto eu nao tinha exatamente nada, mais o que eu podia fazer se era um adulto o que ela buscava? Eu queria conquista-la, mais como conquistar a romantica sem os olhares ?
Alguns dias passaram, a nossa amizade continuava estatica. Ela buscava meus olhos com ansiedade e eu nao sabia se estava transparecendo a coisa certa, eu tinha tanto medo quanto qualquer outro. Parece que as pessoas nunca entendem o medo ate senti-lo, mais eu sabia bem o tamanho do meu medo. Medo do espanto dela quando descobrisse quem eu realmente era : apenas mais um encantado com seus belos olhos adultos de mais pra combinar com seu sorriso perfeito e infantil dos seus 16 anos rosa.
Algumas cervejas e algo mais e quando vi estava ao lado dela pergutando sobre sua vida sem saber o que ela respondia, me mostrando interessado em assuntos que realmente nao me interessavam, eu queria sim saber tudo sobre sua vida, mais eu queria desvendar seus segredos nos seus atos e nao ter respostas prontas como as que ela dá a qualquer amigo comum. Eu me aproximava e via bem o que ela queria e tentava disfarçar... porque nos dois agiamos assim? como estranhos segurando uma vontade, sempre esperando a atitude partir do outro. Ela nao faria nada, eu sabia seus principios.
Mais alguns meses, eu pensava que esqueceria aquele olhar inquietante, ate que mais uma vez ela estava lá, parada na solidao de sempre. E quer saber, eu me apaixonei. Nao sei o momento exato mais eu sei que estava apaixonado. Ao menor toque a minha maior felicidade. Se eu tivesse seus braços entrelaçados nos meus eu nao precisaria de mais nada. Acho que so seus labios seriam mais macios que seus braços. Mesmo se eu nao tivesse seu doce, nao precisaria de mais nada se pudesse te-la ao meu lado sempre, todos os dias. Nao sei bem como ela foi parar na minha moto, mais depois que estava la eu poderia dar a volta ao mundo so pra nao ve-la ir embora. Ela embarcava em todas as minhas precipitações e eu me controlava como um louco pra nao beija-la, onde estava meu juizo? Que tipo de adulto era eu que beijaria uma menina! E ela me mostrava a todo instante que era muito mais mulher do que um dia eu cheguei a ser homem.
Um dia ela me mostrou em fim que eu sempre estive errado e entao eu me entreguei a tentação de seus carinhos. Nunca me vi tao adulto e responsavel como me via naquele instante que durou nosso primeiro beijo. Ela adicionou a felicidade a minha vida sempre tao vazia. E eu que a via sempre tao sozinha pude perceber que era eu que ali faltava. Me apaixonei pelo primeira vez que a vi, ali, tao imperfeita. ''


Carolina Machado.

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