terça-feira, 30 de março de 2010

Sonhos ... parte I

'' Estava no meu quarto na internet te procurando, sendo iluminada apenas pela fraca luz do monitor. Ouvindo as musicas e remoendo meus passados, meus tremores. Nao resisti a tentação e te liguei, com dois toqes Ele me atendeu : - oii linda... - um tom meio triste, claro que pelas circustancias que nada tem haver com a gente.
- onde vc ta ? - eu perguntei sem escrupulos como pergunto a todos.
- to em casa. - ele diz sem nenhuma empolgação.
- to com saudade. - eu queria que ele captasse a minha mensagem e deu certo:

- vamos nos ver agora? - ele disse com a voz dois oitavos mais alta e alegre e isso vez meu coraçao acelerar respectivamente dois oitavos.
- claro. - eu respondi aliviada.
Desliguei o nootbook e dexei encima da beliche, dei uma passada no espelho conferindo que estava tudo okaay. Sai no portao sentindo a brisa ja fria das 8:30 da noite. Desci a rua iluminada, mais tao vazia que a luz fazia eco na solidao a deixando escura. Virei a rua e la estava ele sentado em um outro banco pois o habtual ja estava gasto. Ao me ver ele levantou e eu corri ao encontro dele , que ja estava de braços abertos a me receber. Era um sonho, um sonho de novela que eu transformava em realidade a cada vez que recebia aquele abraço quente. Ele me desceu e com as duas maos segurando firmes o rosto dele eu o beijei. Aquele encostar de labios que rancava o folego dos dois, intenso, sincero, a prova do meu amor. Depois soltei, confusa com a atitude, mais sem dizer nada continuamos abraçados. As minhas duvidas nao iriam subir atona hoje, nao nessas circunstancias em que minha obrigação era ajuda-lo, acolhe-lo. Desta vez nao sentamos, era mais comodo nosso carinho assim. Eu tentava dar um colo a ele mais no fundo quem recebia o carinho era eu.
Eu que nao tinha vivido o que ele viveu, mais que tinha a saudade como um buraco me corroendo por dentro. Que tinha os stress do dia-a-dia que todos temos, eu que estava cansada de seguir sozinha e que urgentemente pedia abrigo.
Trocamos de lugar sem perceber. Enquando eu o acolhia ele me aquecia. Ele fechou meu vazio com o calor, e ali naquele lugar frio eu estava quente e completa. E ele esquecia de todas as coisas. Era pra brigar, dar lição de moral e no entanto o que eu estava fazendo? Cuidando mais de mim do que dele. Entao ele me beijou.
Nao foi o nosso selo de amor e amizade que nenhum compromisso trazia. Era o nosso beijo de novela que dilacerava. E esse eu nao pude deixar apesar de nao resistir, no final eu nao o acolhi novamente porqe eu sabia que doeria depois, entao comecei meu discurso inutil com os olhos marejados de lagrimas :
-Olha, eu te amo e você sabe disso, mais eu nao estou em suas maos. Eu nao sou um objeto, por favor pare de me tratar como um - a lagrima secou, eu ia criando força ao pronunciar as palavras, nem so de amor foram nossos dias e disso eu me lembrava com clareza. - Você nao pode me usar desse jeito. E olha eu vim aqui pra te ajudar, nao pra passar a mao na sua cabeça, eu quero você bem mais isso nao significa que você pode se aproveitar disso como bem entende e depois me esquecer como sempre fez. Eu nao vou tolerar mais isso. - E quando vi perdi o folego no buraco que se abria com os braços dele longe do meu corpo.
Ele me olhou com os olhos tristes e disse:
- Me desculpe por tudo. - e as lagrimas cairam, fazendo as minhas tambem cairem. - Eu errei repedidas vezes, e outras repetidas vezes eu pedi perdao. A insegurança me dominou e eu nao sabia o que fazer, fiquei sem chao, sem ar~ fiquei perdido. meu corpo pedia, meu coraçao implorava pra te ter de volta, e pra fugir disso, fugir por puro medo e infantilidade, eu me envolvi com pessoas qe nao me levaram a nada como vc milhoes de vezes tentou me abrir os olhos. Eu sempre te procurei com um perdao ensaiado mais ele nunca era sincero e eu acabava so me aproveitando, mais depois eu ficava vazio. - nisso eu estava distante sem saber como receber todas essas palavras que eram tao sinceras e que ele dizia tao rapidamente, ele olhava pro chao como se dissesse mais pra si mesmo do que pra mim. - Eu sintia sua falta, mais eu sempre fui muito orgulhoso e queria dar um de superior e te usar, como te usar sendo que eu te amo?! Foi o que eu descobri. E quando você se cansou eu desesperei e aconteceu tanta coisa e no meio de toda a confusao quem me abriu os braços? Justamente quem teria que fecha-los. Eu nao sei viver sem você é so o que posso dizer, eu ja procurei em mil lugares mais o meu coraçao nunca quis encontrar mais ninguem . Se você quiser ir embora tudo bem. - ele disse as duas ultimas palavras respirando fundo e secando as lagrimas sem chorar, de uma forma firme, como se tivesse recuperado a calma.
Eu estava atordoada sem entender com o coração inchado e ao mesmo tempo ouvindo as palavras que me lembravam tudo que ja passei, e eu nao sabia se devia acreditar, apesar de ja acreditar, mais eu sempre acreditei em tudo o que ele dizia e sempre tudo me levava ao buraco. Eu precisava pensar e enquando tudo isso passava pela minha cabeça os olhos dele me esperavam aflitos e o buraco tambem esperava pra saber se seria fechado ou se continuaria aberto. nao conseguia decidir qual o melhor fechar e depois se decepcionar mais uma vez ou deixar aberto. E com indesisao eu disse:
- Poxa, eu nao sei o que dizer...
- Diz que sim entao - disse ele presunçoso.
- Nao, nao pode ser assim... as coisas nao sao assim, nao se decide uma coisa e depois simplesmente muda.
- Você me ama ?- ele disse pensativo chegando mais perto.
- Amo, se nao nao estaria aqui.
- Pense o tempo que for eu vou esperar, mais nao vou desistir. - E concluindo assim, ele me beijou outro beijo de novela intenso que me fez parar de respirar e o principal, parar de pensar.
Ainda ficamos ali por algum tempo, desfrutando do sabor dos nossos beijos, do calor dos nossos abraços, do som das nossas risadas....

~ Quem me derá se fosse tudo real, mais uma utopia que vira livro.

Carolina Machado.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Amor ~ Felicidade

''Buscar, eu sempre busquei. Quem nunca buscou ?
Encontrar... ah posso te ser sincera, eu nao sei bem se encontrei. Sao poucos os que encontram realmente, e quem encontra e nem sabe que encontrou? ou quem diz ter encontrado e na verdade era so ilusao? Casos comuns, que encontramos em qualquer esquina.


Acredito que sempre temos ela por perto. Ela pode estar ate dentro de nos sem percebemos. Mas é tao instavel quando uma borboleta, por isso é comparada a ela : delicada, bonita, livre. E nao adianta prender... pra que ver ela morrer ? o melhor é esperar ela chegar e pousar em seu ombro, admirar a levesa de seu pouso.
Equilibrio. Buscamos sempre os 100% sem entender que nada é 100%. Entender que o encontro é no equilibrio entre os dois 50%, o bom e o ruim. Como saber que encontrou se nao temos nada diferente para comparar e entao descobrir? Como aprender com os 100% ? Outra graça no equilibrio é saber como encontrar, num lugar onde nunca se esperaria achar.


Não, a minha vida nao gira em torno dessa busca. A outras coisas no caminho onde eu vou ~
Mais é reconfortante encontrar, se adicionar. Porque devemos buscar a adição nao simplesmente um complemento, afinal somos o que ? uma metade? Ele é divino e deve ser saboareado sempre, mais sem ser um vicio, simplesmente acontecer. algo que te faça sorrir, sentir bem. ''

Carolina Machado ~ pensamentos

quarta-feira, 24 de março de 2010

Fragmentos , Diario.

'' Nas primeiras notas eu ja sinto um arrepio pelo corpo, a lembrança é tao estantania, é um dejavú perfeito de todos os momentos. é como se ao escutar essa melodia eu fechasse os olhos e estivesse em frente ao computador antigo do quarto conversando com ele. me lembro perfeitamente do tipo da letra, to tom, das palavras. da cor da frase, do jeito. Lembro da primeira vez que escutei essa musica, ele me mandou ouvir. nao era a nossa musica oficial mais hje foi essa musica que mecheu com meus sentidos. Os melhores dias ate hoje, os melhores momentos, as melhores melodias, os melhores arrepios. que sensaçao maluca de amor, saudade... o choro precipitado nos olhos. os batimentos nao estao fortes, eles simplesmente sumiram. ''



Jullia.