'' Estava no meu quarto na internet te procurando, sendo iluminada apenas pela fraca luz do monitor. Ouvindo as musicas e remoendo meus passados, meus tremores. Nao resisti a tentação e te liguei, com dois toqes Ele me atendeu : - oii linda... - um tom meio triste, claro que pelas circustancias que nada tem haver com a gente.
- onde vc ta ? - eu perguntei sem escrupulos como pergunto a todos.
- to em casa. - ele diz sem nenhuma empolgação.
- to com saudade. - eu queria que ele captasse a minha mensagem e deu certo:
- vamos nos ver agora? - ele disse com a voz dois oitavos mais alta e alegre e isso vez meu coraçao acelerar respectivamente dois oitavos.
- claro. - eu respondi aliviada.
Desliguei o nootbook e dexei encima da beliche, dei uma passada no espelho conferindo que estava tudo okaay. Sai no portao sentindo a brisa ja fria das 8:30 da noite. Desci a rua iluminada, mais tao vazia que a luz fazia eco na solidao a deixando escura. Virei a rua e la estava ele sentado em um outro banco pois o habtual ja estava gasto. Ao me ver ele levantou e eu corri ao encontro dele , que ja estava de braços abertos a me receber. Era um sonho, um sonho de novela que eu transformava em realidade a cada vez que recebia aquele abraço quente. Ele me desceu e com as duas maos segurando firmes o rosto dele eu o beijei. Aquele encostar de labios que rancava o folego dos dois, intenso, sincero, a prova do meu amor. Depois soltei, confusa com a atitude, mais sem dizer nada continuamos abraçados. As minhas duvidas nao iriam subir atona hoje, nao nessas circunstancias em que minha obrigação era ajuda-lo, acolhe-lo. Desta vez nao sentamos, era mais comodo nosso carinho assim. Eu tentava dar um colo a ele mais no fundo quem recebia o carinho era eu.
Eu que nao tinha vivido o que ele viveu, mais que tinha a saudade como um buraco me corroendo por dentro. Que tinha os stress do dia-a-dia que todos temos, eu que estava cansada de seguir sozinha e que urgentemente pedia abrigo.
Trocamos de lugar sem perceber. Enquando eu o acolhia ele me aquecia. Ele fechou meu vazio com o calor, e ali naquele lugar frio eu estava quente e completa. E ele esquecia de todas as coisas. Era pra brigar, dar lição de moral e no entanto o que eu estava fazendo? Cuidando mais de mim do que dele. Entao ele me beijou.
Nao foi o nosso selo de amor e amizade que nenhum compromisso trazia. Era o nosso beijo de novela que dilacerava. E esse eu nao pude deixar apesar de nao resistir, no final eu nao o acolhi novamente porqe eu sabia que doeria depois, entao comecei meu discurso inutil com os olhos marejados de lagrimas :
-Olha, eu te amo e você sabe disso, mais eu nao estou em suas maos. Eu nao sou um objeto, por favor pare de me tratar como um - a lagrima secou, eu ia criando força ao pronunciar as palavras, nem so de amor foram nossos dias e disso eu me lembrava com clareza. - Você nao pode me usar desse jeito. E olha eu vim aqui pra te ajudar, nao pra passar a mao na sua cabeça, eu quero você bem mais isso nao significa que você pode se aproveitar disso como bem entende e depois me esquecer como sempre fez. Eu nao vou tolerar mais isso. - E quando vi perdi o folego no buraco que se abria com os braços dele longe do meu corpo.
Ele me olhou com os olhos tristes e disse:
- Me desculpe por tudo. - e as lagrimas cairam, fazendo as minhas tambem cairem. - Eu errei repedidas vezes, e outras repetidas vezes eu pedi perdao. A insegurança me dominou e eu nao sabia o que fazer, fiquei sem chao, sem ar~ fiquei perdido. meu corpo pedia, meu coraçao implorava pra te ter de volta, e pra fugir disso, fugir por puro medo e infantilidade, eu me envolvi com pessoas qe nao me levaram a nada como vc milhoes de vezes tentou me abrir os olhos. Eu sempre te procurei com um perdao ensaiado mais ele nunca era sincero e eu acabava so me aproveitando, mais depois eu ficava vazio. - nisso eu estava distante sem saber como receber todas essas palavras que eram tao sinceras e que ele dizia tao rapidamente, ele olhava pro chao como se dissesse mais pra si mesmo do que pra mim. - Eu sintia sua falta, mais eu sempre fui muito orgulhoso e queria dar um de superior e te usar, como te usar sendo que eu te amo?! Foi o que eu descobri. E quando você se cansou eu desesperei e aconteceu tanta coisa e no meio de toda a confusao quem me abriu os braços? Justamente quem teria que fecha-los. Eu nao sei viver sem você é so o que posso dizer, eu ja procurei em mil lugares mais o meu coraçao nunca quis encontrar mais ninguem . Se você quiser ir embora tudo bem. - ele disse as duas ultimas palavras respirando fundo e secando as lagrimas sem chorar, de uma forma firme, como se tivesse recuperado a calma.
Eu estava atordoada sem entender com o coração inchado e ao mesmo tempo ouvindo as palavras que me lembravam tudo que ja passei, e eu nao sabia se devia acreditar, apesar de ja acreditar, mais eu sempre acreditei em tudo o que ele dizia e sempre tudo me levava ao buraco. Eu precisava pensar e enquando tudo isso passava pela minha cabeça os olhos dele me esperavam aflitos e o buraco tambem esperava pra saber se seria fechado ou se continuaria aberto. nao conseguia decidir qual o melhor fechar e depois se decepcionar mais uma vez ou deixar aberto. E com indesisao eu disse:
- Poxa, eu nao sei o que dizer...
- Diz que sim entao - disse ele presunçoso.
- Nao, nao pode ser assim... as coisas nao sao assim, nao se decide uma coisa e depois simplesmente muda.
- Você me ama ?- ele disse pensativo chegando mais perto.
- Amo, se nao nao estaria aqui.
- Pense o tempo que for eu vou esperar, mais nao vou desistir. - E concluindo assim, ele me beijou outro beijo de novela intenso que me fez parar de respirar e o principal, parar de pensar.
Ainda ficamos ali por algum tempo, desfrutando do sabor dos nossos beijos, do calor dos nossos abraços, do som das nossas risadas....
~ Quem me derá se fosse tudo real, mais uma utopia que vira livro.
Carolina Machado.
Háa.. mais essa ai foi baseada, né? Amigaa. Eu te amoo e quando vc for uma escritora famosa, não esquece de mim. :)
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